sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Encontro
Sai do papel e fica aqui comigo, agora. Sai da tela e me abraça. Sai dos meus sonhos e me beija. Sai do avião, pára no portão de embarque, leia a placa com seu nome, me dá um sorriso e entra no meu carro.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Amor distante
E agora, quando. A lua, invertida, tão próxima de minha janela. Se a lua parece irreal, o que dizer desta hora de febre. A lua me espanta porque ela não existe. Meu amigo me ama, e mora longe. Então, à distância, esse amor existe? Qual gesto do amor posso guardar junto ao peito? E o cheiro? E a qualidade única da pele? O amor seria bom se fosse uma coisa de se pegar e guardar. Guardado entre meus lenços e camisolas, na gaveta mais íntima, eu poderia olhar o amor. Ter certeza da existência e da posse. E guardar, outra vez. O amor, onde está? No sonho desarrumado, talvez, quando encontro seu beijo, todo meu. No sonho interrompido, talvez, quando a cidade é nossa e nem faz frio. No sonho, do qual nem me recordo ao acordar, mas sei que foi bom, porque sinto a reverberação de alegria no corpo.
Cara de quê?
Esse blog tem uma cara estranha. Não é um blog bonito, atraente. Tem gente que olha e vai embora porque não gosta da decoração. Tem gente que gosta dos textos e reclama que é o blog é feio.
Este é meu blog feinho.
Quero que ele seja um blog bonito, funcional, cool, etc.
Mas eu não me sinto assim, no blog, com esse desejo de que seja um blog com "estilo" a ponto de ser um blog top. Este é um bloguezinho... Feinho, feinho...
Um dia eu faço uma reforma, prometo.
Mas acreditem, não consigo ainda manter este projeto forte o bastante para tomar providências.
A Vanessa, que está minha aluna neste semestre, até quer me ajudar...
Quem sabe... Por enquanto, tenham paciência.... E voltem.
Este é meu blog feinho.
Quero que ele seja um blog bonito, funcional, cool, etc.
Mas eu não me sinto assim, no blog, com esse desejo de que seja um blog com "estilo" a ponto de ser um blog top. Este é um bloguezinho... Feinho, feinho...
Um dia eu faço uma reforma, prometo.
Mas acreditem, não consigo ainda manter este projeto forte o bastante para tomar providências.
A Vanessa, que está minha aluna neste semestre, até quer me ajudar...
Quem sabe... Por enquanto, tenham paciência.... E voltem.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Asas
Olhe atentamente para os sapatos. As asas começam a surgir, vermelhas. Algumas conchas, ao redor, formam um círculo irregular. Ao lado, fincado na terra firme, um mastro ostenta o vestido incompleto. Animais velozes subitamente esperam. Olhe atentamente para os sapatos. Estão cansados. A viagem pelo deserto foi exaustiva. A poeira cobre as asas vermelhas. Deixe que os sapatos contem a história das viagens. Encontre seu lugar dentro do círculo das conchas. Observe o vestido, balançado pelo vento. Junte-se ao silêncio dos animais velozes. E espere.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Ação
Ele escreveu uma carta. Tentava colocar ordem no caos dos acontecimentos. Não posso garantir nada.
Existe um lugar inventado para que seja encenada esta história. Um filme começando. Lia o conto, quando, de repente, ouviu a sirene na rua. Gritos e alvoroço. Eu pedi um café puro. Ele andou sozinho, pela praia, tentando colocar os pensamentos em ordem. A senhora pode me trazer uma água com gás. A vizinhança estava alvoroçada. A gritaria era quase insuportável. Contas para pagar, desmarcar o horário do dentista, ir ao cabeleleiro, comprar outra calça jeans. Será que a carta vai ser lida? Os acontecimentos estão fora de controle. Os remédios que ele toma me distanciam. Esta noite foi tumultuada. Tive medo quando ele chegou, bêbado e gritando. Reconheço a voz da vizinha ao lado. Tenho medo de saber o que houve. Ontem, ao chegar na garagem, a menininha vestida para a aula de balé correu na frente do seu carro. As pernas bambas, depois dos freios. A conta, por favor. Olha no relógio, mais uma vez e não vai ligar. Ela escreveu uma carta. Tentava colocar ordem nos acontecimentos.
domingo, 7 de novembro de 2010
Cartas de amor
As cartas de amor são nosso espólio. A garantia de que ali onde não vemos mais nada, houve um amor. Que tenha sido desmontado pelos medos ou erros, que importa? Lá, onde escrevemos as cartas amorosas, resta a fragrância essencial. Houve um amor ali. E há como provar. É preciso coragem de lembrar, de rever as cenas de beleza explícita, as palavras carinhosas, as noites intermináveis em que tudo desaparecia e a presença do amor embriagava. A presença do amor criava um mundo à parte, onde residíamos, ávidos. Olhando a marca dos dias que passaram neste calendário, parece que já passou tanto tempo. Olhando para tudo que aconteceu, quem poderá dizer que não houve amor? Era amor. E era forte. E foi bom demais. Tão bom, que decido lembrar, para sempre.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Bíblia
Quatro paredes não salvam.
Um céu sobre a cabeça,
o solo aos seus pés
e a garantia de uma semana com sete dias,
exatamente.
O calendário não salva.
As datas de nascimento,
Os planos para o futuro,
o cheque depositado
e uma promessa de descanso,
nos domingos.
O amor não salva.
Filmes românticos na memória,
lençóis limpos e água fresca,
dádiva ensaiada
e depois gritos que dispersam todos os planos.
Só a morte salva.
A morte com sua limpeza,
a morte com seu silêncio,
sua fala apaziguada,
afinal, o fim definitivo
das dores, das surpresas, do cansaço,
dos milagres.
A morte salva. E regenera.
Um céu sobre a cabeça,
o solo aos seus pés
e a garantia de uma semana com sete dias,
exatamente.
O calendário não salva.
As datas de nascimento,
Os planos para o futuro,
o cheque depositado
e uma promessa de descanso,
nos domingos.
O amor não salva.
Filmes românticos na memória,
lençóis limpos e água fresca,
dádiva ensaiada
e depois gritos que dispersam todos os planos.
Só a morte salva.
A morte com sua limpeza,
a morte com seu silêncio,
sua fala apaziguada,
afinal, o fim definitivo
das dores, das surpresas, do cansaço,
dos milagres.
A morte salva. E regenera.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Delírio
Vejo uma caixa na rua. Uma caixa sem abas, parada, no meio da rua. Vem um automóvel. Quase atropela a caixa. Vejo uma folha na rua, uma folha, solta, no meio da rua. Quase voa, a folha, em resposta ao vento. A folha se aproxima da caixa parada. E um automóvel passa raspando. Um rato passa na rua. Olha a caixa, não vê a folha e entende a pressa do automóvel. O rato desaparece. Agora, vejo a caixa atropelada pelo automóvel. A caixa disforme, esconde a folha, lisa e rente ao asfalto. Tenho medo de ser um dia uma caixa vazia acompanhada de uma folha sem rumo. E agradeço agora, por ser apenas eu, que olho e vejo uma caixa acompanhada de uma folha. Parada, no meio da rua.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Meu amigo triste
Para C.
Eu já estive aí, neste lugar. Acredite. E quase pensei que seria para sempre. Triste para sempre, sem forças para sempre. Mas sempre tem volta, meu querido. E quem nos traz de volta é o amor. As mãos amorosas. Os gestos amorosos. As cartas amorosas. O alimento, o lençol limpo, a paciência, a escuta, um raio de sol teimoso, uns passarinhos fora de hora, algo gostoso feito de chocolate, alguma comédia no cinema com pipoca e guaraná. O amor, meu amigo, que vem de todos os lugares, e vem em doses pequenas, sutis, surpreendentes.
O que eu quero te dar é meu amor, em forma de amizade. Meu amor em forma de lembrança. Dizer que você está aqui, na memória dos dias e na casa do meu coração. A tristeza é uma casa que conheço bem. Talvez até me sinta mais confortável nela. Não sei. O que sei é que as janelas que se abrem para as pequenas alegrias, as alegrias que duram pouco e deixam saudade, estas janelas a gente abre, por que o amor nos protege.
Fique bem!
Tua amiga,
Li
Eu já estive aí, neste lugar. Acredite. E quase pensei que seria para sempre. Triste para sempre, sem forças para sempre. Mas sempre tem volta, meu querido. E quem nos traz de volta é o amor. As mãos amorosas. Os gestos amorosos. As cartas amorosas. O alimento, o lençol limpo, a paciência, a escuta, um raio de sol teimoso, uns passarinhos fora de hora, algo gostoso feito de chocolate, alguma comédia no cinema com pipoca e guaraná. O amor, meu amigo, que vem de todos os lugares, e vem em doses pequenas, sutis, surpreendentes.
O que eu quero te dar é meu amor, em forma de amizade. Meu amor em forma de lembrança. Dizer que você está aqui, na memória dos dias e na casa do meu coração. A tristeza é uma casa que conheço bem. Talvez até me sinta mais confortável nela. Não sei. O que sei é que as janelas que se abrem para as pequenas alegrias, as alegrias que duram pouco e deixam saudade, estas janelas a gente abre, por que o amor nos protege.
Fique bem!
Tua amiga,
Li
Carta para G.
Aquelas conversas por telefone, ouvir a poesia placentária, eu tímida demais para me dizer poeta, eu estranha demais para a nova aventura, você sabe, outra vez, circular nos volumes, em público (ainda estou reticente...). Mas aquelas conversas me deram tanto... Queria que você soubesse. A escuta da poesia, não uma poesia apressada, que alguém muito voraz se apressa em publicar, mas esta música, esta dança da beleza sobre as coisas todas, é isso que eu quero. Ainda que depois, no final, o que esteja pronto seja meu lirismo em prosa (minha força e meu desejo!). As conversas por telefone, enquanto a noite se esticava, me deram mais poesia do que você imagina.
Com todo carinho,
E.
Com todo carinho,
E.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Decalque
Talvez a fala breve de uma folha,
talvez o gesto leve de um inseto
talvez o grito alto de um tigre
Em mim, essa conversa alucinada
de ser eu mesma e quase outra,
uns pés a frente e a alma longe.
Acordo, diariamente, neste corpo,
Belisco o corpo e então me certifico,
que ainda sou, idêntica e cópia,
na fala breve, feito folha,
no gesto leve, feito inseto
no grito alto, o meu tigre.
talvez o gesto leve de um inseto
talvez o grito alto de um tigre
Em mim, essa conversa alucinada
de ser eu mesma e quase outra,
uns pés a frente e a alma longe.
Acordo, diariamente, neste corpo,
Belisco o corpo e então me certifico,
que ainda sou, idêntica e cópia,
na fala breve, feito folha,
no gesto leve, feito inseto
no grito alto, o meu tigre.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A bolsinha
O anjo, dando baforadas de alucinógenos, tranquilamente leu as cartas e disse a ela:
- Das duas, uma: ou vai lavar calcinhas de madame ou vai rodar bolsinha.
Tranquilamente, nasceu. Poderiam ter sido mais delicados. Ela choraria, de qualquer jeito, se lhe dessem tempo antes do tapa. Reagiu, e se soubesse falar teria dito:
- Que pressa é essa? Uma pessoa nasce e já precisa gritar para ser respeitada?
Tranquilamente, cresceu. E das imagens do oráculo, fixou-se na idéia de rodar pelas noites, nas ruas vertiginosas da noite, nas ruas encantadas da noite.
Desenhou o destino: com um vestido vaporoso e repleto de bordados e ornamentos, cabelos soltos e sempre limpos, corpo sempre disposto para dançar, no alto de seus sapatinhos de salto e cristal, rodava sua bolsinha mágica. E nesta dança, e neste giro, da sua bolsinha mágica, improvisava. E foi gestando um mundo circular, decorado pelas estrelas, águas, cores, diversidade de mares, folhas e flores engraçadas.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Endereço desconhecido
Não me impeça de te amar agora
Quando este amor veste roupas impossíveis
Não tenha medo que eu te siga
Quando você vai ao circo com seus filhos
Um amor assim, fora do tempo e impublicável
É o único amor que eu tenho
E te amo tanto, que posso amar sua mulher
E amo também os seus defeitos
Tenha paciência comigo, se me encontrar na rua
Com olhos vidrados, na frente da sua casa
Fazendo desta casa meu brinquedo
Desejo que se exibe na vitrine
Recebe meu amor de criança pobre
De olhos fixos na vitrine da confeitaria
Sem um centavo disponível
Mas dona de dois olhos gulosos.
Deixa eu te amar nos meus sonhos
Deixa eu te amar no cinema
Amo a sua mãe, o seu carro
Sua história, e os seus medos
Recebe meu amor proibido
Amor fora de hora
Amor que não cabe na vigília
Amor que pode dar cadeia.
Mas que é amor perfeito,
Quando estamos nos meus sonhos.
Quando este amor veste roupas impossíveis
Não tenha medo que eu te siga
Quando você vai ao circo com seus filhos
Um amor assim, fora do tempo e impublicável
É o único amor que eu tenho
E te amo tanto, que posso amar sua mulher
E amo também os seus defeitos
Tenha paciência comigo, se me encontrar na rua
Com olhos vidrados, na frente da sua casa
Fazendo desta casa meu brinquedo
Desejo que se exibe na vitrine
Recebe meu amor de criança pobre
De olhos fixos na vitrine da confeitaria
Sem um centavo disponível
Mas dona de dois olhos gulosos.
Deixa eu te amar nos meus sonhos
Deixa eu te amar no cinema
Amo a sua mãe, o seu carro
Sua história, e os seus medos
Recebe meu amor proibido
Amor fora de hora
Amor que não cabe na vigília
Amor que pode dar cadeia.
Mas que é amor perfeito,
Quando estamos nos meus sonhos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Câmera filmada
Para os meus sentidos
escolho evocar o contorno
e mentalmente percorro a linha
do espaço que seu corpo ocupa.
A ocupação do espaço
é preenchimento e atividade.
Um espaço preenchido
é também espaço tomado.
A posse do conteúdo.
do que por minha linha passa,
resulta em corpo de homem
que desejo enquanto traço.
A indiferença riscada de um modo, que é permanência:
O centro dá a atenção ao desenho,
Foco naquilo que não possuo:
reentrâncias, muitos pêlos,
músculos a mais e densas veias,
mamilos que se intimidaram, seios que nunca cresceram,
o grave da voz que construiu em pomo seu tom espesso;
o sexo aberto que pende e sem timidez mostra os efeitos
do apelo ancestral que meu corpo, outro, em seu corpo mesmo rebenta.
Na estréia de outro jeito sendo menos o foco
exercito o desempenho
que em mim por ver como homem
relembrando parentesco,
da ferocidade solidária
Como entre leões e leoas
o bote não se compara, a carne em mim se deseja
feito sede adiantada
sendo fêmea ou sendo macho
movimentos de domínio,
em qualquer sexo dispara.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Leveza
Deixar o medo entrar,
Servir um chá com biscoitos
Buscar assunto, falar do tempo.
Deixar o medo abrir,
uma a uma,
todas as gavetas.
Olhar os gestos teatrais do medo
jogando no meio da sala
todos os seus segredos,
e os papéis de bala, bilhetes, cartas, ingresso de cinema, mecha de cabelos, postais, velhos endereços.
Desdenhar do medo,
servir outra xícara de chá,
mudar de assunto,
falar do tempo.
Abrir a porta para o medo partir,
atear fogo aos restos de toda uma vida,
expostos no chão da sala,
e sorrindo lembrar
que o medo também morre.
Servir um chá com biscoitos
Buscar assunto, falar do tempo.
Deixar o medo abrir,
uma a uma,
todas as gavetas.
Olhar os gestos teatrais do medo
jogando no meio da sala
todos os seus segredos,
e os papéis de bala, bilhetes, cartas, ingresso de cinema, mecha de cabelos, postais, velhos endereços.
Desdenhar do medo,
servir outra xícara de chá,
mudar de assunto,
falar do tempo.
Abrir a porta para o medo partir,
atear fogo aos restos de toda uma vida,
expostos no chão da sala,
e sorrindo lembrar
que o medo também morre.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Bom dia
Pode começar com chuva
E ao caminhar pelas calçadas
A lama vai grudar ao sapato.
Pode começar com granizos
E o vidro do carro
Será uma janela para cegos
Pode começar com um assalto
E na fila do supermercado
Haverá mancha de sangue no pão
Pode começar com um parto
E pais atônitos estarão
Retomando o próprio nascimento
Pode começar com um abraço
E na fila do supermercado
Uma grande amizade tem início
Pode começar como se fosse
amor
e será um dia memorável
Quando, durante o súbito assalto,
na fila do supermercado,
um tiro atingiu a pilha de latas de óleo,
e no meio do susto e dos gritos
a jovem grávida sente a bolsa estourar
acompanhada da senhora com os pãezinhos na mão,
fada madrinha do conto maravilhoso:
o poder infinito de cada dia ser sempre outra história.
E ao caminhar pelas calçadas
A lama vai grudar ao sapato.
Pode começar com granizos
E o vidro do carro
Será uma janela para cegos
Pode começar com um assalto
E na fila do supermercado
Haverá mancha de sangue no pão
Pode começar com um parto
E pais atônitos estarão
Retomando o próprio nascimento
Pode começar com um abraço
E na fila do supermercado
Uma grande amizade tem início
Pode começar como se fosse
amor
e será um dia memorável
Quando, durante o súbito assalto,
na fila do supermercado,
um tiro atingiu a pilha de latas de óleo,
e no meio do susto e dos gritos
a jovem grávida sente a bolsa estourar
acompanhada da senhora com os pãezinhos na mão,
fada madrinha do conto maravilhoso:
o poder infinito de cada dia ser sempre outra história.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Aberto, mas em reformas
O blog ficou fechado um tempinho. Quis muito alterar o visual, deixar o blog mais funcional. Mas ainda não foi dessa vez. E eu, quando tento mudar sozinha, faço bobagens e o blog vai ficando mais feinho. Então, o blog aparece assim: aberto, mas em reformas.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Longitude
Os desejos em mim,
estas conchas grudadas no rochedo,
o mar que luta contra os limites do rochedo,
e os sonhos que são ondas
desaparecendo ao toque
estável dos rochedos.
Os sonhos, pedaços encantados
e cenas sortidas,
da construção diária
de uma cidade e seu delírio.
Antes das pedras,
antes das cercas,
construir sobre as águas,
passarela do sonho,
o mapa traçado com a fumaça
de aviões gráficos
o futuro de uma cidade inteira,
reinado melancólico.
estas conchas grudadas no rochedo,
o mar que luta contra os limites do rochedo,
e os sonhos que são ondas
desaparecendo ao toque
estável dos rochedos.
Os sonhos, pedaços encantados
e cenas sortidas,
da construção diária
de uma cidade e seu delírio.
Antes das pedras,
antes das cercas,
construir sobre as águas,
passarela do sonho,
o mapa traçado com a fumaça
de aviões gráficos
o futuro de uma cidade inteira,
reinado melancólico.
Assinar:
Postagens (Atom)