sexta-feira, 1 de abril de 2011

Comida

Um girassol exposto na vitrine. Um girassol, desperdiçado na varanda tão alta. O amarelo exuberante não dá para engolir. E que gosto teria esse girassol quase doce, girassol dizendo palavras de amor exagerado. Não posso comer o amarelo que me intriga. Este amarelo ao redor de uma base, terra pura, roda marrom, talvez a carne da paixão que o amarelo espalha em delicadeza quase bruta. Eu quero comer o girassol. Ou me transformar, quem sabe, em terra pura, que seja a parideira do sabor desta pergunta.

3 comentários:

M. disse...

a poesia emana lindamente.

Chorik disse...

Coma do girassol a semente e voe feito passarinho em direção ao nosso ninho em Shangri-lá.

Nilson disse...

Comida sagrada!