segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Cofre

Vamos abrir as gavetas do caixão
E rir muito dos guardadores de lã
Perdidos em seus novelos e marés


Vamos abrir as gavetas do caixão
E contabilizar todas as perdas
Já que não há vitória alguma sobre a morte


Vamos abrir as gavetas do caixão
E chorar sobre o leite, sobre os fluidos, sobre as águas, sobre os amores
Tudo, em si, derramado.

7 comentários:

romério rômulo disse...

eliana:
te encontrei na "diversos afins"
e decidi aparecer.
romério

Chorik disse...

Prefiro deixar as gavetas fechadas. Pelo menos por um tempo.
Bj

Gerana Damulakis disse...

Abrir gavetas... caixão.
Cadê Eliana? Não encontrei aqui nos versos a Eliana que conheço, mas como poesia é a ficção do sentimento...

Ademir Furtado disse...

Pois eu ando numa fase de pegar a lâ das gavetas e tecer alguma coisa. Nem que seja pra eu vestir sozinho.

E a minha querida eterna ex professora não ficou nem um pouquinho entusiasmada com o mail que eu mandei.

Beijos

Andréia M. G. disse...

Fiquei fora da "blogagem" por um tempo, mas estou de volta, sempre passando por aqui para namorar seus textos. :-)

Nilson disse...

Bem forte, isso. Mas é verdade: vamos nos derramando e é preciso que seja assim!

Noslen ed azuos disse...

Sabe o que mais gosto em vc, seu romantismo, não importa o tema.

Agora quero lê-la mais antes que acabe o mundo.

bjs
ns