quarta-feira, 1 de abril de 2009

Um homem pergunta

Nada faz sentido. Pouse estes olhos perdidos sobre os objetos que desenham uma vida. Tudo que sou está escrito neste mapa de interrogações. Você não pode me entender ainda. Porque eu mesma estou buscando me compreender. E desconfio de que este é um dos trabalhos de um deus, Hércules que inventarei para meu próprio uso. Você vai me procurar no catálogo das mulheres possíveis e não estarei lá. Porque eu mesma duvido de minha existência. Não sei por onde começar ao pensar sobre o que sou. E talvez não haja nada com que eu possa ser comparada. Não pareço com as maçãs, ou lenços vermelhos, árvores tristes ou cadernos rabiscados. Não sou feita de mistérios. Talvez eu seja apenas um trecho aleatório no corpo da sinfonia confusa.

4 comentários:

Anônimo disse...

Ok. Mas para mim é uma Sonata. Conheço todas as partes...E isto, esta aparente confusão é porque você confunde o "desenvolvimento" com sua vida e pensa que é um sinfonia. É um trecho, um improviso livre sobre o primeiro tema. Um preparo para o retorno do tema com variações e finalizando tudo numa "coda" que é nosso amor.t.a.m.n...m.v.!

Celine Ramos disse...

Perfeito.
Somos essa irresponsabilidade de vida, pelo acaso. E somos essa vibração constante por nao aceitar só e pronto. Por fazermos mais do que deviamos e sempre ahcar que pouco.

Saudades

Noslen ed azuos disse...

Existe um charme especial quando fala assim de um jeito confuso, imagino um ddinho na boca o olhos flutuando...rsrsrs.

Bjin
ns

Manuela disse...

Aí você está bem Clarice. Gostei do que li.