sábado, 4 de abril de 2009

Olimpo

Para o anônimo que está morando longe

Não pode haver culpa alguma para aqueles que amam. Os deuses existem. Andam em grupos e confabulam. Disparam flechas desencontradas. Atingidas por estas flechas, pessoas começam a sentir os efeitos de amor, paixão e ódio. Não pode haver culpa alguma para aqueles que se apaixonam. Os deuses se reúnem em assembléia e lançam flechas brincalhonas. Do alto, se divertem observando os efeitos cômicos da paixão. Não pode haver culpa alguma para os que odeiam. Os deuses, em momentos de competição, usam os corpos dos mortais para encarnar de novo e encenar o espetáculo das separações.

16 comentários:

Anônimo disse...

si.es facil no decir nada

Anônimo disse...

los dioses son dioses fabulas lo mismo,la simpleza de las palabras soso son posibles con la mente tranquila,viendo todo como fabula ...quien esta del lado de adentro no consigue, se estremese con la frialdad de observacion de aquelque esta del lado de la fabula, ,o sera que ese nunca estuvo del lado de adentro en alguna otra vez y tampoco consiguio ser fabuloso, y se irrito mucho con la frialdad de aquel que estaba en la fabula de la vida,

Anônimo disse...

outro anónimo diz:
ninguém tem culpa de amar, apaixonar, odiar, todas essas emoções humanas que nada têm a ver com deuses (digo eu). e se estes existirem (os deuses) seriam culpados por se divertirem por conta dos mortais. Culpa têm, com ou sem deuses, os mortais que, amando ou odiando, usam de flechas para MASSACRAR outros humanos... atacar o outro é condenável, nem que seja "por amor" (ahahahahahah). Quem planeia, conspira, delibera e ACTUA sobre o outro, quando e fere, e é intencional, tem CULPA SIM.

Anônimo disse...

eu te matei, meu amor, por ciúme, pois te amo mais que a própria vida, por isso não tenho culpa, me perdoa... diz o defunto amado: então matavas-te a ti! e já agora, vê se não bota a culpa em outro e dá à soleta, hein? fica aí esperando a chegada de sua não-culpa e boa estadia na penitenciária. também te "amava"...

leve solto disse...

Menina!!!

Colocando a leitura em dia... e...
pasma!!! rs

Adorando a sequência de textos e comentários e... anônimos (nem tanto?) rs

bj (me ligue quando vier)

Mara

Eliana Mara Chiossi disse...

Legião de anônimos:

o anonimato não é muito comum por aqui.
De vez em quando sinto vontade de dizer de novo que, salvo raríssimas exceções, o que escrevo é ficção.
Buscar uma coincidência ou relação direta entre o que escrevo e o que é minha vida ou de outras pessoas, não é bem o melhor caminho de leitura.
Mas sei também que os caminhos de leitura pertencem a quem lê.
De qualquer modo, vejo que nos comentários aparecem questões que o texto pretende cercar: em matéria de afetos, faz sentido falar de culpa?

Beijos a vocês, ainda que eu não saiba quem são!

Eliana Mara Chiossi disse...

Mara, maravilhosa.
Chego quinta e te ligo assim que chegar... Dessa vez, a gente toma nosso cafezinho e troca as figurinhas.

Te adoro,

Beijos


(desconfio que todos os anônimos são adoráveis)

Anônimo disse...

Mara,
eu coloquei dois comentários, terceiro e quarto, e agora, este: se não deu para entender, minha posição é: não culpo ninguém por amar, apaixonar-se, sentir enfim, pois os sentimentos não os controla a nossa liberdade (para escolher). Porém, isso não desCULPA que, em função desses mesmos sentimentos se pratiquem ACÇÕES (aí não são involuntárias, são escolhidas, dependem da nossa liberdade)- a "anedota" do terceiro comentário ilustra o que digo, creio. Vou tornar o mais claro possível: eu me apaixono. tenho culpa? não! / eu, emm nome dessa alegada paixão, deixo tudo de lado e vou com a pessoa por quem estou apaixonada para o "fim do mundo". Tenho Culpa? TENHO SIM. se não quer lhe chamar culpa, lhe chame RESPONSABILIDADE - fui eu que escolhi, logo tenho que ACEITAR TODAS as consequências. falo em CULpa, sobretudo, quanto há gente que, por exemplo: quando não correspondida em seu amor, se acha no direito de INTERFERIR na vida do outro. entendeu? (claro que cada um lê, seja ficção ou não, consoante aquilo que "vê", por isso há tanta poesia que "não diz nada" a mt gente e a outra "diz tudo" e se identificam). como escritora deve saber do que estou falando.

Eliana Mara Chiossi disse...

O que eu busco, como escritora, é usar um filtro literário e ficcional para escrever sobre questões que me provocam, que me deixam perplexa ou questões que provocam os outros.
Nunca com a intenção (que acho inútil) de interferir. Esta questão de amor e culpa, na minha própria vida, é um mistério. Acho que os limites são tênues, e não vejo como algo simples de pensar.
Espero, Anônimo, enquanto escritora, que meus textos não sejam arrogantes ou moralistas. Tenho receio disso. Espero, com minha escrita, partilhar minha perplexidade, em textos que contenham algum lirismo.
Nem sempre vou conseguir, é claro!

Anônimo disse...

só mais uma coisinha: se o anónimo, eu, sou mais ou menos identificável, me interessa a ponta de um lápis rombo. :) quanto a ser "adorável", não é o que dizem por aí!... Fique bem e gostava mais da sua prosa anterior aos 2 ou 3 últimos registos. bj

Eliana Mara Chiossi disse...

Anônimo identificável:


fico feliz em saber que você gosta da minha prosa anterior. E ainda bem que o blog não acabou, nem você deixará de ler o que escrevo nem vou deixar de escrever.
Espero que logo, logo, venha a inspiração para a escrita no estilo da prosa anterior, que te agrada.

Anônimo disse...

EU sou arrogante e moralista! viu? nada adorável e, sobretudo, constato que ninguém me provoca. mas isso até desculpo, cada um escreve o que quiser, já quando INTERFEREM (ACÇÕES) a situação é bem OUTRA. mas Mara, não estou acusando você nem ao que escreve como provocadora ou seja o que for. maioria das vezes a minha arrogãncia (mania que sei tudo) nasce de quem provoca minha ignorância e me toma por NÃO VER PALMO DIANTE DO NARIZ... aí nem sempre controlo... atestado de estupidez... ?! nem psiquiatra passa! ...NOTE BEM: estou falando de mim, que não tenho problemas com isso, não de você, que não conheço! a menos que me conheça você. mas aí... oh oh oh

Eliana Mara Chiossi disse...

Anônimo, já que estamos em ritmo de bate-papo, por favor, não quis dizer que você é arrogante, não mesmo.
Tenho medo, mesmo, de escrever textos que pareçam pretensiosos, entende? Como se eu pudesse dizer coisas definitivas sobre o ser humano.
Me referi a mim mesma, usei o termo para mim mesma, pois tenho medo disso.
Não precisamos achar uma convergência de pensamentos aqui. Podemos discordar e isso vai compor melhor uma visão sobre o tema que meu texto provocou.
Não imaginei que o texto fosse tão "provocador". Mas é bom estar por aqui conversando com você, podendo compartilhar inseguranças enquanto escritora.

Anônimo disse...

Não leva a mal, mas este será o comentário "fim-de-papo" : se o problema é insegurança enquanto escritora, bem sei que não tenho crédito algum para opinar, mas gosto muito, como já lhe disse, e não só hoje. continuarei lendo e, acaso me sinta "provocada"... ficarei caladita. Não creio moralistas e muito menos arrogantes seus textos, livrem-nos desse tipo de julgamentos, pelo menos, em blogues e na literatura! todos temos muitas dúvidas sobre nossas "certezas" e ainda bem. e todos não temos certezas quaisquer sobre certos assuntos, só dúvidas.
eu não sei tudo, nem gostaria caso fosse possível, mas DESTRAVO quando chamam de arrogância o que mais não é do que convicção, temos que ter algumas, revisíveis sem dúvida, mas caso contrário somos ar e vento. nunca digo não a uma conversa, mas temo que nem todos saibam fazê-lo e aí sim: digo adeus. o adeus de agora não é porque não estamos a "conversar" mas porque, humildemente, minha razão e emoções estão já distantes deste tema. quero dizer, tive oportunidade de trocar ideias e nao mudei as minhas. todos somos moralistas a menos que sejamos amorais. não imponho, tento não fazê-lo, minha moral aos outros, e minha moral é um conjunto pequenino de certos VALORES que orientam minhas escolhas. e sim, até acredito que não são maus de todo, esses valores, em analisando ao que leva os contrários. não persigi ninguém que não os defenda. e sei sair quando nao me querem ouvir. considero que respeito os outros nesse aspecto, mas permita-me a arrogância, :-), não reconheço em muitos a verdade da recíproca... texto longo, né? desculpa e, por hoje, não voltarei a dizer mais. por mim. voc~e respeita que eu sei e eu respeito tudo na ausência de má fé. abraço e continua escrevendo!

rm disse...

Caraca,
isso tudo por causa da confusão entre Vênus e Psiquê?

(e, claro, do Amor, aquele anjinho filadaputa e ruim de mira? rss)

Ludmila Rohr disse...

Sem culpas...