quinta-feira, 19 de março de 2009

Intervalo

Se houvesse outro nome. Só posso dizer que é amor este espaço ínfimo entre o momento que acordo e começo a viver o dia. E com os olhos parcialmente abertos e doses mínimas de humor, localizo o desejo, outra vez. O desejo parece um vendedor de enciclopédias. Não é um vendedor comum. Vende enciclopédias como se isto fosse uma religião. É um fanático religioso, o desejo, que vende enciclopédias só para mim. Todo dia eu acordo e ele está lá, o desejo, com a enciclopédia na mão. E lista todas as vantagens de possui-la. E diariamente, compro este acúmulo de verbetes. Todo dia, quando acordo, o vendedor de desejos me entrega a coleção de palavras que traduzem o amor de hoje.

2 comentários:

Celine Ramos disse...

Lindoo!
Todo dia quando acordo eu espero o pensamento do amor para meu dia.
O que vou amar hoje?!

Beijos

Noslen ed azuos disse...

...desejos,
bem pensado se é que se pensa, comigo é parecido,
só que vende outra coisa,
vende beijos.