sábado, 27 de dezembro de 2008

Uniforme

Nenhum efeito até agora. O álcool não distraiu. A televisão não disfarçou. As mentiras congestionadas. A dor repetindo a velocidade. Ausência habitual de abraços e palavras de encantamento. A cena disponível tem objetos simples: um panetone mordido, garrafas empilhadas embaixo do tanque, o sol entrando na sala aos gritos. Meu pai ainda não chegou. Meu pai nunca mais estará aqui hoje.

2 comentários:

Chorik disse...

Espanta essa dor Eliana. Expulsa. Exorcisa. Catapulta. Joga pra mim.
Bj

Eliana Mara Chiossi disse...

Bj...
Escrever faz isso pra mim, Chorik.
E vc tem um jeito de estar por perto,...
Gostei de ver tua escrita lá no Hiper mas tem uns mistérios pré-43, não?

Bj