segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Elefantes brancos

Para Celso

Todos somos elefantes. E nascemos brancos. E ao crescermos, desajeitados nessas trompas, nesse corpo. Ocupando o espaço que não nos pertence, sem velocidade adequada. Os acontecimentos são armas de matar elefantes velhos. Mirando o tamanho que temos, a pele enrugada, a ameaça que dizemos ao pisar a terra, os caçadores ou aqueles apenas covardes, desenham armas grandes, tiros enormes. E antes dessa arma condizente, estamos morrendo há séculos. Pequenos ainda, bebês elefantes, somos assim domesticáveis, e ninguém vê nosso olhar de nuvens. O pedido eterno de retorno ao ninho para onde não sabemos, livres da maldição e dos venenos que há nas setas.

7 comentários:

Menina da Ilha disse...

Obrigada pela visita lá no Menina da Ilha. É, viver não é nada fácil. Mas, se fosse fácil não teria a menor graça.

Chorik disse...

Captou muito bem essa sensação de inadequação. A imagem do elefante branco é perfeita. Desajeitado e perseguido, querendo voltar pra casa. Ninguém vê nosso olhar de nuvens.
Obrigado, obrigado e obrigado.
Beijocas.

rm disse...

Ué, dedicado ao Celso, não seria mais pertinente o título "Elefantes amarelos"?

(rsss)

rm disse...

Ops,
acho que tô meio lento nesse final de ano... Só agora percebi que deve ser uma alusão à "Paracelso", pseudônimo do famoso médico, alquimista, físico e astrólogo suiço...

RosanaK disse...

Olá....passo por aki para conhecer o teu mundo e agradecer a sua visita. Aproveito também para te desejar um ótimo 2009, cheio de realizações.
Beijos da nova amiga virtal!

Renata Belmonte disse...

Lindo.
Bjs,
Renata

Renata Belmonte disse...

Gosto também dessa rede. Ela tem me proporcionado boas alegrias, pequenos encantos cotidianos. Um livro é sempre algo mágico, desejo muita sorte para o seu. Quanto aos meus livros, posso mandar o segundo para você. O primeiro não tenho mais exemplares, só mesmo na Casa de Jorge Amado. Por favor, mande-me o seu endereço. Será um prazer.
Beijos,
Renata