segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Corsário

Gabriel apareceu numa nuvem. Estava vestido de anjo e por isso não me beijou. Clamores e lamúrias ao redor, ossos do seu ofício. Aguardo sempre. Gabriel vai e volta, sem ter tempo para meus olhares. A dor das pessoas ocupa todo o tempo. Gabriel quer viver comigo algumas horas de silêncio, Gabriel deseja meu colo. Mas os sofrimentos do mundo não cessam. E todos os ventos o levam para longe. Descanso aos pés do altar da consolação e sonho diariamente com meu anjo da guarda.

13 comentários:

Chorik disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Chorik disse...

Bravo! Adorei esse texto. Anjo bom é anjo ocupado! Dar colo a anjo! nunca pensei isso.
Bj

Celine disse...

Ele cuida de você, flor.
beijs

Maria Muadiê disse...

Eliana,
texto lindo!

rm disse...

Pior ainda se o Gabriel der uma de Migué, digo, Miguel...

raaa

OlharMeu disse...

Melhor arranjar anjo de carne e osso e desocupado e quem senta no colo é você, no dele. ups...

everydaysomethingnew disse...

Os anjos ajudam tanto, não é verdade? ;)

Beijinho e uma boa noite para ti.

Vanessa disse...

Oi,Eliana.

Anjo precisa de colo, a trabalheira deve ser tremenda.

beijo e obrigada pelo carinho lá no Fio.

Luciana G. disse...

Lembrando que alguns anjos são decaídos...rsrsrs

Beijo!

Ana Claudia Pantoja disse...

Eu não comentei antes, mas Corsário e Nada são textos que merecem ser lidos, relidos, lidos de novo, mais uma vez...

Eliana Mara disse...

A

Chorik, Celine, Maria, RM, Olhar meu,
Everyday, Luciana, Vanessa e especialmente Ana


sempre estou lutando com a vaidade por aqui. Não tenho dúvidas de que abrimos um blog, seja de que tipo for, por que assumimos nossa vaidade.
E saber que pessoas especiais gostam do que escrevo, alimenta a vaidade, mas ao mesmo tempo, exige de mim um constante aperfeiçoamento, uma constante busca da melhor imagem, da melhor palavra.
E dá um prazer incrível quando algum texto agrada vocês.
Estou com um medo danado de publicar. E há várias pessoas que estão me provocando para isso, algumas estão quase me empurrando.
E percebo que o medo é que me impede de publicar, em livro.
De alguma forma, o blog e a presença de vocês vai me ensinando,
me ajudando a ter coragem.
E se tudo der certo, 2009 lá vem o Mundo em livrinho...

Beijos no coração e super grata pela companhia!

Eliana Mara disse...

Percebes, agora, por que é que eu não me importo de ter asas?




Encontrei esta frase num blog
e estou encucada. Tentando fazer um texto com ela.
Aguardem!

Luciana G. disse...

Moça, escrever é se expor.
Excrever já é ato,em si, de quem é perfeccionista com o sentido e a força das palavras.

Escrever é disciplina e é, ao mesmo tempo, inspiração, difícil paradoxo.

Publicar é documentar tudo isso e se expor ainda mais. Dá meda!

Mas é, também, como parir um filho. A gente entende e perdoa todos os defeitos, porque ama incondicionalmente.

Para o parto, há que haver concepção e gestação. Prazer, medos, angústias, inseguranças, certezas, prazer. E depois vem a dor, da qual, felizmente, mal nos lembramos. Vá em frente!

Beijo

PS: quero o meu com dedicatória rsrsrs