sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre a mesa

Nenhuma flor é necessária agora. Quando chegar a manhã, bordada de acontecimentos, quero flores novas, recém abertas no seu viço, flores que visitam minha casa e abrandam a desilusão. Gosto da vida breve e altissonante das flores. Gosto da vida em síntese e glória de cada uma delas. Flor que existe sem excessos: exuberância exata, ajustada ao desenho justo do tempo. Gosto de ser flor, quando me vês assim, buquê de belezas. Quero a existência matemática da flor: pés descalços na história, dispersão e lascívia em vários tons, gritos delicados e todo encantamento da pintura.

7 comentários:

Hariane disse...

"Nenhuma flor é necessária agora".

Profundo, mexe, intiga e pensar.
Gostei bastante.

Bj

Denise do Egito disse...

Lindo. Parece escrito pra mim, pois amo flores. Haja visto meu blog, sempre florido...
Um beijo e uma excelente semana!

Celine disse...

Você é amor sempre, flor.

Muitos beijinhos

Vanessa disse...

Nenhuma flor e toda flor.

abraço

Eliana Mara disse...

Hariane, Denise e Celine,

um buquê de belezas.

Gratíssima, e aconchegada com vossa presença.


Beijos no coração.

Eliana Mara disse...

E Vanessa, claro,

que está florindo delicadezas no texto lá na casa da Pathy...


Beijos

carpe vitam! disse...

polaroid lírica da mente. gostei!

lindo o glosssário nonsense!

voltarei!