sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Teor da pele

Posarei nua para teus desenhos
e antes da pele, exibirei os véus,
meus movimentos para teu empenho
ao fundo tantos tons de azul no céu

No enquadramento em que respirarei
volúpia, graça e arrebatamento,
reposta a cada traço, abraçarei,
meu corpo para o seu contentamento

de ver-me a ti exposta e tão entregue
modelo vivo a compor a tela
mesclando luz e sombra, surge a teia,

prisão perpétua, aquela que te segue,
esta miragem em que pareço bela,
a todo instante, sou teu prato e ceia.


soneto inspirado pela leitura do blog homônimo, Teor da Pele, de Nuno Ribeiro

6 comentários:

SANDRO ORNELLAS disse...

uau... toda clássica, toda petrarquista, toda canônica, toda toda...

Eliana Mara disse...

Sandrinho,

se todo comentário seu aqui no Mundo for assim, gostoso,
venha mais, venha mais...

Aspásia disse...

OLÁ ELIANA

SIGO A TUA PISTA DEIXADA NO MEU JARDIM E ENCONTRO UM BELO SONETO ALEXANDRINO, EU QUE PENSAVA QUE COISAS DESTAS JÁ ERAM DE OUTROS TEMPOS! PARABÉNS POR ESSA VEIA!

TB. GOSTO DE RIMAR, MAS HOJE EM DIA O TEMPO ESCASSEIA PARA ISSO E NÃO SÓ :(...
VOU -TE DEIXAR UM LINK PARA O QUE CONSIDERO O MEU MELHOR POEMA.

BEIJINHOS DESDE LISBOA
LEONOR

Aspásia disse...

TESTAMENTO

CÁ ESTÁ!

Renata Belmonte disse...

Oi, Eliana!
Obrigada pela visita no Vestígios. Bom, meus livros vendem na LDM. Mas se vc não puder comprá-los, entre em contato comigo que dou um jeito.
Beijos,
Renata

mari celma disse...

Mais impregnante que tatuagem...talvez inspire até mais coragem...