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sábado, 12 de abril de 2008

Parque

Te dou a mão e estamos no jipe amarelo. Que é um dos cômodos da roda-gigante. Lá no alto, podemos ver as estrelas e pessoas pequenininhas ocupando o asfalto. A roda pára. O jipe amarelo balança com o vento suave. Você me conta histórias sem fim. Eu ouço. De vez em quando, mexo no vento, com as mãos sinuosas e canto. Somos dois amigos sem ouvir os sons da agitação ao redor. Não há nada que nos interesse mais nesta noite. Em algum momento a roda-gigante retoma os movimentos. Nos levará de volta ao asfalto e aos dias comuns. Brindaremos aos dias felizes e embarcaremos no jipe amarelo, aceitando o convite das estradas.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Itinerários

Quero viajar com você. E de olhos fechados. Seguir os teus passos e sentir a proteção das tuas mãos, me guiando. De onde estou, sinto os sons de tua chegada. E em mim, uma alegria de menina. Meu amigo, meu querido. Não procuro mais um rótulo para o que sinto. Não é preciso que haja destino nem planos. Não há uma hierarquia naquilo que me deixa viva, e que movimenta meu coração. E posso dizer que tudo é apenas uma felicidade brincalhona, bem humorada, daquela felicidade de quem já deixou as contas pagas, de quem pode dançar sem dar importância aos olhares que vêm de fora. Ah, vamos dançar também. Vamos compor umas melodias e dançar ao sinal de chegada ou partida do sol. Deixemos nossas peles expostas, fazendo delas o altar do sol e da alegria. Venha logo, meu querido. Há flores te aguardando. E águas limpas. E todo o carinho que bordo a cada dia, para esta memória comum, que é a nossa amizade.