quarta-feira, 1 de setembro de 2010

In progress 2

In progress 1

[outra versão]


Nem é paz, nem guerra,
e estamos nesta arena,
eu sou a moça inflável,
de olhos parados, olhar perdido,
à venda, na vitrine.

Meus braços de títere,
meu corpo de boneca de pano,
minha alma de olhos vidrados
espera suas ordens para mover-se.



Seu olhar é o comandante dos meus gestos

É quase amor,
jogo de cena,
e sou guiada
pela fome
de suas mãos.


O palco, esta cama,
neste quarto,
onde a paixão exibe
a dança do meu corpo, minha entrega.

7 comentários:

Chorik disse...

Tô quase sacando como você funciona. Quanta pretensão a minha!

Flamarion Silva disse...

Dá para sentir o movimento e, como voyeur, ver a cena.
Abraço.

Maria Muadiê disse...

escolho essa versão.
gostei muito do começo,
não é paz nem guerra, é inércia.

Roberta disse...

A expressão poética do estar à mercê. Belíssimo! :)
Um bjo,

Gerana Damulakis disse...

Bastante bom.

Nilson disse...

Adorei a ideia da obra em progresso. Intermitente na blogosfera, não acompanhei o passo-a-passo, mas agora li tudo e esse último realmente ficou bem forte, essa ideia-força de um títere na cama. Mas fiquei curioso pra saber o que mais que Chorik descobriu!

Lidi disse...

Essa já é a versão final, não é? Para mim, está pronto! Muito bom! Bjs