quarta-feira, 2 de julho de 2008

A viagem de Lídia - parte 1

Dedicado a Mr Almost, que está convocado a ler, sempre que quiser, e enviar sugestões de montagens
As coisas que não aconteceram me impressionam. Fatos possíveis de acontecer. Histórias que vou montando com pedaços da constelação de histórias que conheço. Gosto de montar histórias assim. Aos pedaços, fazendo uma mistura insólita, observando se há possibilidade de, ao fazer a história não existente, sugerir ao universo que a realize. Uma proposição inventada, de fatos recolhidos recentemente, seria a história do desembarque de uma mulher audaz e destemida, atualmente sem compromissos afetivos. Após um ano de trabalho exaustivo, recebe uma indenização aguardada durante muito tempo, da qual pouco se lembrava. Deste modo, tem em mãos uma quantia sem destino. Este dinheiro que tem valor simbólico e para o qual não há gastos úteis previstos, ela decide usar para conhecer um país estrangeiro. Poderia ter se dirigido a uma agência e integrar-se ao destino fácil, um pacote feliz de turismo óbvio e sem riscos. Ao contrário, escolhe sozinha, o país e o aeroporto. Troca todo o dinheiro recebido por dinheiro estrangeiro. Compra mala, frasqueira e mochila, combinando padrões e cores. Diferente de outras viagens, leva pouquíssima bagagem. Leva inclusive roupas usadas, que pretende descartar pelo caminho.

9 comentários:

Kovacs disse...

Obrigado pela visita lá no meu mundo. Gostei muito dos seus textos, voltarei com mais alma.

Luciana G. disse...

Bom demais, Eliana!

Vim pra ler e pra agradecer o belo poema com que nos presenteou.

E está marcadíssimo na agenda: em agosto, papo furado em BH!

Beijão!

PS: viu que voltei cedo, né? E não vim dirigindo... rsrsrs

rm disse...

Ué, e a Lúcia?
Não viajou também não?

(acho bom voltar a desenhar pra mim, Elianinha...)

acqua disse...

O que é preciso para uma viagem? Eu dispenso malas, passagens e me dedico a páginas, mesmo que estejam em branco. Belo texto ragazza.
Abraços meus

leve&solto disse...

Que delícia um dinheirinho inesperado... Concordo que deve ser utilizado pra algo que nem sonhávamos fazer...

Querida, vou anotar a data e local. Afinal nem importa que eu não more perto, pra que serve carro, ou táxi (se eu estiver em estado etílico)?
Estarei lá. Vamos nos falando...
Ahhh, BH que me aguarde também!!! rs

Nossa como estou "prafrente"...rs

bjs

Mara

Junkie careta disse...

"E decidiu: vou viajar. Porque não morri, porque é verão, porque é tarde demais e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi e ainda mais do que já vi, como um danado, quero ver feito Pessoa, que também morreu sem encontrar. Maldito e solitário, decidiu ousado: vou viajar.
(Caio Fernando Abreu)

Não esqueça de jogar fora as roupas velhas.

Thank u 4 your cute message

Eliana Mara disse...

Junkie,


prazer imenso com tua visita.
E a aproximação com Caio me dá alegria sem tamanho.

Beijos.

Eliana Mara disse...

Maroquinha,

ai, adorei tua programação.
Eu confesso, que sempre que puder, vou atrás da Confraria.
Te mando os detalhes da abertura na Casa das Rosas. Fica na Avenida Paulista.

E vamos preparando a Assembléia Geral em BH. Já topei...
Final de agosto, até setembro, vamos agendando???

Beijocas

Celine disse...

Lídia, boa viagem! E boas lembramças.