quinta-feira, 12 de junho de 2008

Perímetro urbano

Passa uma linha imaginária pela cidade onde moro. Os lugares que visito fazem parte do mundo que conheço. Para fora desta linha, os becos, os montes, algum riacho secreto, pedaços de mar, histórias tristes, amantes que se encontram e são felizes. Circulo pela cidade, no ritmo das exigências e há momentos em que seria preciso me perder dentro dela. Vem a noite e os sons que invadem meu quarto, tão familiares, cansam meus olhos. Deito para sonhar com a outra cidade. A cidade que desejo hoje é pequena e desconhecida. Onde me espera um pensão pequena, mas limpa e graciosa. Nesta cidade fora do mapa, quase Pasárgada, quero apenas o anonimato. E sons que inaugurem em mim outra poesia. Quero uma cidade em que eu me perca. Uma cidade onde eu possa me surpreender com a claridade e me tranquilizar com a chuva.

3 comentários:

Maria Elisabeth disse...

Eliana,
E sons que inaugurem em mim outra poesia.
...lindo...
...outra máquina do mundo
Bjs
Beth

Eliana Mara disse...

Querida amiga:

que bom que você está por aqui.
Maquinações de escrita, maquinações de cidade.


Beijos.

Celine disse...

Você pode querer qualquer cidade, podendo sentir dela novas emoções.

Beijos, minha flor!!!
Tudo bem com vc?!
=D