sábado, 12 de abril de 2008

Parque

Te dou a mão e estamos no jipe amarelo. Que é um dos cômodos da roda-gigante. Lá no alto, podemos ver as estrelas e pessoas pequenininhas ocupando o asfalto. A roda pára. O jipe amarelo balança com o vento suave. Você me conta histórias sem fim. Eu ouço. De vez em quando, mexo no vento, com as mãos sinuosas e canto. Somos dois amigos sem ouvir os sons da agitação ao redor. Não há nada que nos interesse mais nesta noite. Em algum momento a roda-gigante retoma os movimentos. Nos levará de volta ao asfalto e aos dias comuns. Brindaremos aos dias felizes e embarcaremos no jipe amarelo, aceitando o convite das estradas.

4 comentários:

Anônimo disse...

Apenas um adendo:

dá um friozinho danado na barriga, quando pára a roda, não?

Manoel, o audaz.

Celine disse...

A estrada no ar...nada melhor.

Beijos, flor

Miguel Barroso disse...

já cheira

o verdadeiro sabor está nos cheiros que se tocam entre olhares sentidos

A SEIVA

Eliana Mara disse...

Celine,

quarta estarei no Colégio Oficina. Uma palestra sobre "as áfricas dentro de nós"...
Se der, apareça...

Sabe, a idéia de estrada no ar estava diluída na postagem e agora me deu vontade de seguir com a metáfora. Vou fazer um Parque II...

Beijos, florzinha...