segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Talvez seja amor

Logo de manhã, teu rosto marcado pela dor é que me cumprimenta. Fora dos modelos de cinema, habitantes das histórias açucaradas e invertebradas, você não acorda com a maquiagem perfeita, hálito puro, café na cama e humor estalando de novo. É o homem real que acorda e tenta me enganar, sentando tão devagar na mesa da cozinha, falando muito para tentar me distrair. Esse homem que sempre se viu magro e diariamente, agora, descobre que há um outro corpo ao seu redor. Depois do remédio, te levo para dormir. E o dia todo virou um desperdício para outras coisas. O homem que eu amo, que fala o meu idioma, sente dores, sente medo, precisa de colo e adormece no meio da manhã. E tudo o mais que acontece lá fora, seja carnaval, manhã ensolarada, notícias de todo o mundo, nada disso me importa. Preciso estar atenta, preciso aprender a amar este homem que me ensina a ver a vida com outros olhos.

Um comentário:

K. (Incompletudes) disse...

Que texto lindo moça!!!

nossa.....


beijo grande.