quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Se apenas está escrito

Não há motivos para ter medo. Posso usar da desmedida aqui e ao virar-me para o outro lado, estarei na casa da razão. Teus cabelos soltos, cobertos do sal do mar que te esconde, teu gesto de exibição no quarto anônimo de um hotel barato, teu olhar de fome, a curva exata de sobrancelhas compondo a feição dúbia. Eu penso no teor da tua pele e saberia como me atrever ao sal exposto, lamber em vagarosa dança, o sal da tua boca, o sal da terra que te trouxe até aqui, pela janela aberta desta tela, aos pedaços vivos da ilusão.

Um comentário:

mara vanessa disse...

Textos cheios de feroz sensualidade... Estou adoranbdo te ler. O mundo tem, realmente, inscrições sempre abertas!

beijo

vanessa