quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Amor distante

E agora, quando. A lua, invertida, tão próxima de minha janela. Se a lua parece irreal, o que dizer desta hora de febre. A lua me espanta porque ela não existe. Meu amigo me ama, e mora longe. Então, à distância, esse amor existe? Qual gesto do amor posso guardar junto ao peito? E o cheiro? E a qualidade única da pele? O amor seria bom se fosse uma coisa de se pegar e guardar. Guardado entre meus lenços e camisolas, na gaveta mais íntima, eu poderia olhar o amor. Ter certeza da existência e da posse. E guardar, outra vez. O amor, onde está? No sonho desarrumado, talvez, quando encontro seu beijo, todo meu. No sonho interrompido, talvez, quando a cidade é nossa e nem faz frio. No sonho, do qual nem me recordo ao acordar, mas sei que foi bom, porque sinto a reverberação de alegria no corpo.

4 comentários:

Gerana Damulakis disse...

Um sonho "gozoso".

Djabal disse...

O ritmo do texto é fluido, parte da inexistência, da febre, da incerteza da posse, para em seu final atingir um clímax, talqualmente aquele sonhador que acordou com a rosa recebida nos sonhos em suas mãos.
Com uma diferença: não foi uma coisa, foi uma sensação. E a força dele se impõe. Meus parabéns, gostei muito. Felicidades.

Ellen Joyce disse...

Rsrsrs, o blog ficou ótimo assim, acho q só falta diminuir o tamanho da letra dos títulos dos posts, colocar uma fonte bem bonita pro blog todo, mas ficou ótimo!

Noslen ed azuos disse...

Do amor à transpiração e a voz perto ao ponto de fazer cócegas na nuca, do beijo grudado... e depois o riso ou o choro, ñ importa, o bom mesmo é ter ele, o amor, perto.

bjs minha querida.
ns