sábado, 4 de outubro de 2008

Preparando a viagem

Miríades. Há fragmentos por todo o solo. Vidrinhos mínimos espelhando as luzes variadas do sol, em formato de ágil clépsidra. Diversos ângulos das pedras, essas águas mal criadas. Teu rosto vário, irreconhecível. Um cheiro antigo, retrato sutil da vida decorada. Agora, uma estrada nova nos convida. Virá o tempo das flores secas, virá o tempo das máscaras, incerta delicadeza. Palavras cifradas deste céu noturno.

7 comentários:

rm disse...

Você-lírica,
não sei por que, mas me veio à memória um conto que publicou em jornal baiano.

Pareceu-me um adendo a determinado trecho. Claro que estou enganado, né?

Maria Elisabeth disse...

Viagem no túnel do tempo?
Embarquei nos vidrinhos mínimos de luz. Fui das clépsidras egípcias de 400 a.C. as Miríades de Galileu no fim do século XVI. Sentei nas pedras, molhei os pés nas águas mal criadas, senti o cheiro do antigo e até percebi o silêncio do barulho que as flores secas emitem. Não fosse minha ampulheta estaria até agora decifrando essas suas palavras tão orgânicas como noturnas.
Não fosse o relógio do celular ainda estaria dentro desse túnel e acabaria me esquecendo de votar.

Viajar no tempo deixa a gente mole e preguiçosa! Que preguiça de sair para VOTAR!

Isah disse...

é tão lindo o seu texto...não faz sentido á primeira vista,mais depois faz todo o sentido!

Celine disse...

Minha flor.
Todo tempo tem uma beleza. E eu gostei desse tom sépia.

Beijoss
Tudo certo essa semana. Nosso café.

Filó disse...

Boa viagem, moça!

É sempre bom essas idas para o interior... de nós mesmas.
Aproveite!

beijo!

PS: já respondi seu pedido, mas não sou credenciada, sorry...

Filó disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Aprendi muito