quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Água grave

A equação vidraça e chuva. Da calçada, bilhete de embarque diluído no bolso úmido. Vista da sala e disfarçada pela cortina, é apenas uma mulher com olhos boiando. Chuva sem tempo. chuva ritmada. Chuva agora, chuva logo mais. De vez em quando, um acontecimento e os olhos param de boiar e piscam. Esta mulher ainda está viva.

Um comentário:

Estudos Literarios disse...

Lindo, sensível demais, muito visual, muito filme. É bom voltar à terra dos vivos em sua companhia.

Acabei a tese.
Desculpe as ausências,
Saudade.