Se fosse possível dividir o nada
em pedacinhos.
E então, mirá-lo, bem de perto, quase tocá-lo.
O nada chega assim, inteiro,
um bloco todo branco,
bloco de gelo, parede sem discurso.
E o nada quer passar
pela garganta
mas não há como mordê-lo
menos ainda mastigá-lo.
Fica assim, o nada entalado,
boiando no ar
sem endereço
o nada me acompanhando
sombra mais que silenciosa,
o nada,
onipresente,
Deus é o Nada,
quando o Nada se apossa de mim
e leva embora a fé
que nunca tive.
2 comentários:
é que o nada e o tudo se completam tal qual yin e yang
tal qual vazio e deus....
Belimas palavras... tocante, profundo. Chego a ver o nada...Parabéns
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