domingo, 4 de setembro de 2011

Montagem

O copo jogado no chão, espalha partes variadas do que era. Ao ser lançado, com a força de humores alterados, o copo resta em pedaços. Alguns, maiores, ainda trazem a aparência de um copo. Talvez a parte redonda, mais grossa, do fundo. Ou então, a borda, pela sorte, resistente. O mais, são pedaços pequenos, detalhes incompletos, escrita interrompida, uma frase que perdeu toda a sintaxe. O corpo do copo, desfeito, tem partes ilusórias, ao lembrar semelhança com outros objetos feitos do mesmo vidro. Vidro, vida frágil, sempre. O copo, sem noção, espalhado no solo, distante demais de algum retorno.

Um comentário:

Ricardo Mainieri disse...

Parafraseando Aldir Blanc, diria que "tá lá o copo estendido no chão". E o copo, como um corpo, desintegra-se e pouco guarda de seu estado original.
Seria a Arte algo em que suas partes, separadas, não seriam capazes de compor o Todo?
São simples divagações lúdicas, meras tentativas.

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Abraço.

Ricardo Mainieri