domingo, 3 de julho de 2011

Passado

O sonho. E tudo é sonho. Passou. E tudo passa. O sonho. E tudo é delírio. Fez abrir uma ferida. E tudo pode doer se você desejar tocar a realidade das coisas. Não há realidade nas coisas. Tudo que existe agora é apenas o sonho de que existe algo, na ilusão de ser concreto o corpo do instante. Uma cobra desarma o bote porque tem preguiça. Uma lesma não pode acelerar o passo, mas não é verdade que isto seja necessário. Aos olhos da lebre, a lesma é um desafio.

3 comentários:

Rubervânio Rubinho Lima disse...

Olá, querida Eliana...
Estou com um livro meu pra te enviar, querendo saber pra onde mando.
O livro chama-se "Regionalismo Sertanejo" e traz textos com uma linha nos regionalistas, além dos escritores que retomam a temática e tem um capítulo que escrevi sobre o "Os desvalidos" que cito você e posso dizer que é uma das contribuidoras para ele.
Como te mando, flor?
Quero saber sua opinião...

Tinzia Menezes disse...

Que lindo esse desfecho: "aos olhos da lebre, a lesma é um desafio".

Lembrei daquela canção do Lenine:

"Enquanto o mundo acelera
e pede pressa,
eu me recuso,
faço hora,
vou na valsa.
A vida é tão rara..."

Às vezes, é mesmo um desafio diminuir o ritmo e parar para respirar, admirar, sentir as coisas. A vida escorre rapidamente demais e exige muito de nós... dá até um pouco de medo, uma sensação de que nunca daremos o suficiente para o mundo e para as pessoas que nos compõem.

Um grande abraço.

Dulce Moraes disse...

Que saudaaaaade amiga, irmã.
Continue o sonho sempre, pois ele não tem desfecho. Ele continua sempre, ganhando novas formas, cores e emoções. A velocidade do piscar de olhos ou da lebre tem o tempo da eternidade das emoções que sentimos e provocamos.... beijo.... e Nam myo pra você.