Outro poema para Nilson Galvão
Um tempo de poucas palavras.
Uma época de tanta chuva, que dispensa palavras.
Se a chuva é a eloquência, para que usar palavras agora?
Viajando para este país que sou eu mesma,
turista sem mapas
e esquecida das rotas.
Um tempo de muitas perguntas.
Uma época de descrença nas respostas, prontas ou em elaboração.
Se andam por aí divulgando informações exaustivas, incríveis e velozes,
para que estaria eu acreditando em alguma certeza?
Viajando para esta casa que sou eu mesma,
perco as chaves.
Lavo toda a louça
e os armários, onde a louça deveria ser guardada,
desapareceram.
E espero então, como Alice,
uma porta pequena,
um coelho gago,
um vidrinho com poção mágica,
para encontrar alguma maravilha.
4 comentários:
Oi, Eliana, sua poesia, cada vez melhor. Turista sem mapas nessa época sem chaves nem armário pra guardar as louças, à espera da portinhola, do coelho, do vidrinho de maravilhas. Sentimento bom de receber um presente assim. Já que é presente: posso publicar lá no Blag?
Amigo, li seu comentário agorinha. E vi que tinha um errinho de concordância no poema.
Publicar no Blag é dar docinhos pra minha criança.
Coloque "armários", pra concordar, tá?
Saudades também!
Adorei, Eliana. Em breve, um livro de poemas? Nilson, que belo presente! Parabéns. Bjs
Lidi,
e aí, poeta querida.
Feliz com a antologia?
Saudades de ter você mais perto.
Vamos ver se dá tudo certo e apareço por aí em Setembro.
Bj
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